21 junho, 2007

ABORTO

“O aborto é uma questão religiosa”. Essa tem sido a bandeira dos dissolutos para disfarçar seus reais interesses na questão do aborto. O aborto NÃO é meramente uma questão religiosa e sim uma questão cientifica e principalmente biológica. A biologia determina que a vida começa na concepção, ou seja, na fecundação do óvulo e ela é continua, ou seja, intra ou extra uterina até a morte. A Bíblia Sagrada (a Palavra de Deus) também afirma isso. Observemos o aspecto cientifico da questão, abaixo dois comentários de cientistas ligados às pesquisas com célula tronco:

Informação Científica

Biossegurança: médico defende início da vida na fecundação.
(Último Segundo 20/04/07)
O médico legista e diretor de recursos humanos do Centro de Atualização Células Troncos, Antônio José Eça, defendeu, durante audiência pública no STF, sobre a Lei de Biossegurança, que o processo da vida começa desde o momento da fecundação. Ele questionou, ainda, que, se a utilização de células troncos adultas está dando certo, e por que não permanecer com sua utilização, mas reiterou que “o uso de células embrionárias causa rejeição humana, além do perigo de câncer”.
Quando começa a vida?
(Entrevista ao site Zenit 27/04/07)
- Drª. Giuli: Um novo indivíduo biológico humano é original em relação a todos os exemplares de sua espécie, inicia o seu ciclo vital no momento da penetração do espermatozóide no ovócito (fecundação). A fusão dos gametas masculino e feminino (chamada também "singamia") marca o primeiro "passo generacional", isto é, a transição entre os gametas - que podem considerar-se "uma ponte" entre as gerações - e o organismo humano não-formado. A fusão dos gametas representa um evento "crítico" de "descontinuidade" porque marca a constituição de uma nova individualidade biológica, qualitativamente diferente dos gametas que a geraram.
Doutora Anna Giuli, Bióloga molecular e professora de Bioética. Autora do livro: "Bases biológicas e implicações bioéticas" ("Inizio della vita umana inviduale. Basi biologiche e implicazioni bioetiche", Edizioni ARACNE).

Os cristãos são a favor das pesquisas com células troncos desde de que não sejam embrionárias.

A ciência afirma “A vida começa na concepção”, assim a pratica do aborto é na realizada o assassinato de um ser humano indefeso. O óvulo fecundado é uma pessoa, esse óvulo não tem como se tornar outra coisa, pois na sua evolução ele não será outra coisa a não ser uma pessoa. A diferença entre esse óvulo fecundado (embrião) e um adulto é apenas o tempo de existência e a forma de nutrição. O embrião possui todas as características de um ser humano adulto. O embrião é um ser humano.
Os cristãos são a favor das pesquisas com células troncos desde de que não sejam embrionárias. Podem ser realizadas com células retiradas da medula óssea, cordão umbilical e sangue. Porque a pressa para se utilizar embriões para manipular células? Essa pressão esconde o real interesse de muitos, nas pesquisas de clonagem humana. Esse passa a ser o real interesse embutido nessa pressão para obter autorização para a manipulação de embriões. A questões terapêuticas são relegadas a segundo plano.
Aborto não é questão de religião é conceito científico que o homem quer esconder para atender aos seus interesses mesquinhos.
Estatísticas mundiais, que envolveram clinicas legais e clandestinas, concluíram que até o ano de 2000 ocorreram cerca de 1.000.000.000 (um bilhão) de abortos.

Aspectos Jurídicos

Aspectos legais têm sido utilizados pelos abortistas e aborteros, para tentar justificar suas posições e práticas. Recentemente um juiz do supremo tribunal federal, diante de um pedido de autorização para aborto de um feto anencéfalo, proferiu a seguinte sentença: “Todo ser humano nasce para morrer, e não está no homem determinar a hora dele morrer”. Uns morrem com um minuto de vida, outros com uma semana, outros com nove meses e um minuto, outros com vinte anos, mas não está no homem determinar a hora da morte. Não há necessidade de outros comentários à sentença é clara e objetiva.
Ninguém juridicamente tem direito sobre seu próprio corpo e tampouco de colocar em risco outras pessoas.
Lei 10.406 de 10 de janeiro de 2002, em seu artigo segundo diz: ”A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro”.
Lei 9.434 de 04 de fevereiro de 1997, em seu capítulo V, artigo 14 e seus parágrafos, especificamente no parágrafo terceiro diz: “Se o crime é praticado em pessoa viva e resulta para o ofendido: Incapacidade para o trabalho; enfermidade incurável; perda ou inutilização de membro, sentido ou função; deformidade permanente; Aborto: Pena - reclusão, de quatro a doze anos, e multa, de 150 a 300 dias-multa”.
No mais, a Declaração Universal dos Direitos do Homem, no artigo 3º diz: "Todo o indivíduo tem direito à vida".

Questão feminista

As feministas têm o slogan “Toda mulher tem o direito de controlar o seu próprio corpo”. Verificamos passo a passo o slogan. Toda mulher: As estatísticas apontam que em 50% dos casos de aborto o feto era do sexo feminino. Portanto o slogan das feministas não é valido e sim incoerente, pois não permitiu que essas mulheres nascessem e decidissem sobre seus corpos, outros decidiram por elas e promoveram sua morte. Tem o Direito: Ninguém juridicamente tem direito absoluto sobre seu corpo e ninguém tem o direito de colocar em risco outras pessoas. Controlar: Estar em controle indica ter responsabilidade, a maioria absoluta dos abortos é fruto da imoralidade e promiscuidade humana. O aborto vem cobrir essa imoralidade e promiscuidade da relação humana. Quem não controla nem os seus desejos e vontades, como vai controlar o corpo de outro ser humano?
Que o feto não é prolongamento da mãe, é geneticamente comprovado, e por isso, não se pode admitir o aborto em hipótese alguma. Seja por estupro, seja o feto anencéfalo. A prova científica (nada a ver com religião) de que o feto não é prolongamento da mãe é, primeiro: o corpo da mãe que diz que o feto não é prolongamento dela. Porque se a criança não estivesse protegida pela placenta o corpo da mulher o lançaria fora! Segundo: não é o feto, mas a mãe, que é passiva e dependente. É o feto que faz cessar o ciclo da mãe. É ele que torna habitável o útero, desenvolvendo a cápsula protetora e o fluído amniótico. É o feto, em última instância, que determina a hora do parto. Assim ele é um ser independente, não é efetivamente um prolongamento do corpo da mulher. E mais: um óvulo fecundado de um casal de negros transplantado para o útero de uma branca vai nascer negro e vice-versa. Uma outra evidência da independência do óvulo fecundado é a chamada “barriga de aluguel”.
O feto não é um prolongamento do corpo da mulher, portanto ela não tem direito de decidir sobre ele, assim sendo não admitimos o aborto em hipótese alguma.

Aspectos Teológicos

O aborto não é uma questão meramente religiosa. O cristianismo é a favor da vida e não da morte. A vida é um dom concedido por Deus. Um cristão por princípio é a favor da vida e contra o aborto.
A Bíblia Sagrada, que é a regra de conduta e fé, no texto do original grego não há uma palavra diferenciando criança de feto. A palavra é a mesma para fazer referência a um feto e a uma criança. Vejamos o Salmo 139 nos versos de 13 a 16:
“Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe; Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem; Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra; Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia”.
Qualquer cristão deve saber o que a Bíblia diz sobre o assunto: Quando se refere a uma criança, adulto ou um feto, como no caso de João Batista, por exemplo, ela utiliza a mesma palavra, um tratamento pessoal. Porque Deus, conforme a revelação bíblica, considera o feto como um ser humano. Deus se relaciona com a vida intra-uterina, utilizando pronomes pessoais.
A Bíblia coloca o feto e o ser humano no mesmo patamar vejamos o texto de Êxodo no capítulo 21 nos versos 22 e 23:
“Se alguns homens pelejarem, e um ferir uma mulher grávida, e for causa de que aborte, porém não havendo outro dano, certamente será multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e julgarem os juízes; Mas se houver morte, então darás vida por vida”.
Essa era a regra no tempo da lei, atualmente estamos na Graça de Deus, não fazemos aqui apologia e violência e nem tão pouco somos a favor dela. O fato é que o texto ilustra claramente o tratamento que Deus da a vida. O óvulo fecundado (o embrião) é visto por Deus como uma vida igualmente como é vista a vida de um adulto.
Deus se fez homens na concepção, vejam o capítulo 1 do Evangelho de Lucas nos versos de 31 a 35: “E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus; Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim; E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum? E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus”.

Incoerência humana

Incoerência humana, como o pecado causa cegueira ao ser humano. A defesa do aborto esconde diversos interesses escusos, entre eles o interesse em ocultar a promiscuidade, a irresponsabilidade de casais que praticam sexo e ocultar a queda moral da humanidade. Os interesses não estão claros e expõem a incoerência da sociedade. A existência de grupos de proteção revela essa incoerência, pois existem grupos para defender as baleias, as focas, os ursos polares, as lagostas, o mico-leão dourado, mas não existem grupos para defender o ser humano. Caso seja criado um grupo de defesa do ser humano, imediatamente será ridicularizado e servirá de escárnio na mídia. O ser humano não defende o seu semelhante.

Igreja, a coluna e firmeza da verdade.

A igreja cristã que tem na Bíblia Sagrada, a regra de conduta e fé, defende a vida e a verdade, pois como relatado na epistola de I Timóteo no capitulo três e verso 15: “Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade”; não há como um cristão defender outra regra a não ser a verdade.
A vida é um dom de Deus, expressa no livro de Atos dos Apóstolos no capítulo 17 nos versos de 25 a 28: “nem tampouco é servido por mãos humanas, como se necessitasse de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas; e de um só fez todas as raças dos homens, para habitarem sobre toda a face da terra, determinando-lhes os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação; para que buscassem a Deus, se porventura, tateando, o pudessem achar, o qual, todavia, não está longe de cada um de nós; porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois dele também somos geração”.
Ezequiel 18:4
Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá.
Salmo 24:1
DO SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam.
A defesa da vida não é uma questão meramente de leis humanas, mas de se considerar, acima de tudo, o que Deus diz sobre o assunto. Podem ridicularizar quem assim pensa, mas o que realmente conta é estar em conformidade com princípios científicos e respaldados pela Palavra de Deus.
A vida é um dom de Deus e cabe a Deus a soberania e autonomia para interrompê-la.

junho de 2007
Base: Palestra proferida pelo Pastor Silas Malafaia (Assembléia de Deus do Bom Retiro); Zenit Agência de Noticias, Times Square Church Pulpit Series, Biblia Sagrada tradução JFA(revista e atualizada).